01 agosto 2013

8

Diários de um RPGista: Tormenta ao infinito

Capa do novo Tormenta RPG

Bem, como eu comecei relatando no meu último post sobre RPG, eu e meus amigos começamos uma campanha de fantasia medieval na qual eu decidi interpretar um ladrão humano chamado Laertes Galtran, irmão mais velho de Sandro Galtran (aproveitando o sucesso de Holy Avenger, que estava em suas últimas edições na época). O cenário escolhido foi Tormenta e o mundo de Arton foi o palco para muitas de minhas mais valiosas experiências com jogos de interpretação. A princípio eu não conhecia nada sobre a indústria de jogos ou como ela iria impactar no meu crescimento como jogador de RPG e leitor. Eu conhecia apenas o básico (que chega a ser genérico até demais): existem elfos, anões, humanos, elfos-do-mar, kobolds e trogloditas. Existem dragões e monstros de diversas mitologias. Existe uma ameaça mundial, a tormenta. Existe uma gama de possibilidades para ser o que eu quiser. 

Ora, pois! Por que não jogar algo assim?


Arton tem muitas atratividades. A primeira que eu me encantei foi a estátua da deusa dos humanos, peladona, no meio da cidade. Isso e a diversidade de histórias, baseadas em anime, que o mestre e o cenário facilitavam era simplesmente fantástico. Lembro muito bem de termos o grupo reunido pelo deus (ou deusa) dos segredos para impedir uma catástrofe mundial. Meu personagem só queria saber dele mesmo e acabou enveredando por outros caminhos (que sempre se cruzavam e, quando acontecia, era uma experiência fantástica) que me levaram a ter muitas histórias para contar. 

Lembro muito bem de ter meu cavalo devorado por um viajante misterioso, de ter disputado uma "briga de rua" com espíritos no meio de um território sagrado e proibido para encarnados, de ganhar uma armadura etérea que me fazia deslocar pelo mundo espiritual, de roubar o lar do deus dos itens mágicos, de ter uma cimitarra congelante (na época era muito legal ter um item mágico e o D&D acabou com isso), de congelar uma sala toda com a cimitarra (e quebrá-la), de enfrentar o sósia do mundo dos espelhos de cada um de nossos personagens, de conhecer NPC's que montavam behemoths, de matar vampiros poderosos e ver NPCs que gostava serem mortos por esses vampiros, de criar filha alheia, de criar uma máquina de destruição no melhor estilo Metal Gear, de criar uma guilda de ladrões, de me tornar imortal depois de um ano de jogo duas vezes por semana... E isso eu escrevi em dois minutos tentando lembrar!

Não havia limites para Arton e nossa imaginação. O mestre criava o que desejava de uma maneira que vi poucos fazerem. Infelizmente eu migrei para o D&D, que fecha um pouco mais as regras e coloca alguns limites (que, como sabemos, podem ser ignorados). Estou voltando a jogar Tormenta com meu grupo de garotas (yeeees!) e petendo reviver tudo o que me fez ser o narrador que sou hoje, depois de uma década!

E aí? Vale um comentário?
"Elevainosmatarelevainosmatarelevainosmatar..." - Sandro Galtram, o ladrão

Arton

8 comentários:

  1. Muito fofo teu blog,te seguindo,te espero lá no meu tambem.bjss http://cidaschilling1.blogspot.ch/

    ResponderExcluir
  2. Gostei do post embora não jogue rpg. Mas achei bem interessante, vou repassar a dica.
    um beijo ♥

    ResponderExcluir
  3. Oi Lipe, fiquei boiando na sua postagem, mas é porque nunca joguei RPG . Pelo que vi, foi uma volta magistral, e que mundo você escolheu. Se fosse um livro já queria ler para ontem!
    Bjs

    ResponderExcluir
  4. Oi Felipe, tudo bem?
    Eu acho os universos criados em jogos de RPG maravilhosos, já faz um bom tempo que eu não jogo, pois os membros do meu grupo estão cada um em uma cidade diferente. Acho interessantíssimo o quanto aprendemos enquanto estamos jogando e a quantidade de informações que buscamos. Eu nunca joguei no cenário Tormenta, mas pelo que descreveu parece ser bem legal, fiquei curiosa.
    Abraços,

    ResponderExcluir
  5. Oi, Felipe!
    Já joguei muito RPG durante a adolescência e fiz muitos amigos, além de ter aprendido muito.

    Não conhecia esse universo, mas adorei o post.
    Vou acompanhar o blog.

    Beijinhos.
    Blog Dentro das Páginas

    ResponderExcluir
  6. Oi Lipe, eu sou meio por fora de RPG, não sei se teria criatividade para imaginar tudo isso, mas acho que é um jogo brilhante e sempre fico fascinada quando alguém fala do personagem e todas as suas caracteristicas. Meus irmãos jogavam muito e sempre acompanhei alguma coisa, mas nunca me interessei. Parabéns pelo personagem. Bjs

    ResponderExcluir
  7. Olá Lipe!!
    Joguei muito RPG quando era adolescente, mas era meio diferente, não era com elfos nem nada... Sei lá, achoq ue vale mesmo assim!!
    Eu gostaria muito de jogar um RPG num universo um pouco mais elaborado, acho que ia ser divertido pra caramba!
    Beijos

    ResponderExcluir

 
© Copyright 2015. Template by LuMartinho.