17 setembro 2013

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Pra ler no busão: O guardião do tempo

Título: O guardião do tempo 
Título Original: The time keeper
Autor: Mitch Albom 
Páginas: 240
Ano: 2013
Edição lida: 1ª edição 
Editora: Arqueiro
Sinopse: "Dhor sempre foi obcecado por enumerar coisas. Quando percebeu um padrão entre o nascer e o pôr do sol – que se repetiam um após o outro, infinitamente –, ele aprendeu a contar os dias. Ao descobrir que a lua mudava de forma e depois voltava ao seu formato original, passou a contar os meses.
Sem saber, movido por uma curiosidade ingênua, Dhor estava aprisionando a maior dádiva de Deus: o tempo. E pagaria um preço alto por isso, sendo banido para uma caverna durante seis milênios.
Imune aos efeitos dos anos, passava seus dias sozinho, forçado a ouvir as vozes das pessoas implorando por mais minutos, mais dias, mais anos – querendo esticar os momentos de felicidade e encolher os instantes de sofrimento.
Depois de compreender o mal que havia criado ao fazer a vida girar em torno de um relógio, Dhor é mandado de volta à Terra com uma missão: ensinar a duas pessoas o verdadeiro sentido do tempo. Ele escolhe uma adolescente desiludida, prestes a pôr fim à própria vida, e um homem de negócios rico e poderoso que pretende desafiar a morte e viver para sempre.
Cada um à sua maneira, eles precisam entender que o tempo é um dom precioso, que não pode ser desperdiçado nem manipulado. Para salvar a própria alma e concluir sua jornada, Dhor precisará salvá-los. Antes que o tempo se esgote – para todos."

Mitch Albom escreve aqui uma narrativa fantástica sobre redenção atemporal que transcende muito do que imaginamos. Quando vi o anúncio do lançamento da edição em português de The Time Keeper, eu corri para fazer o pedido à nossa editora parceira. Posso jurar que não me arrependi. A história de Dhor faz com que pensemos cada vez mais sobre como usamos o nosso tempo. E tempo é algo que nunca tenho. O livro realmente me mostrou algo muito importante.

Mas vamos por partes.

O livro tem um total de 81 microcapítulos no melhor estilo de narrativa corrida muito parecido com os livros do Dan Brown, o que aproxima o modo de escrever dos dois autores. A edição do livro é muito bem elaborada e não cansa o leitor. Eu terminei o livro em poucas horas (quatro ou cinco, acho) e minha visão de tempo mudou.

Como nos diz a sinopse, nós acompanhamos Dhor, mas não apenas ele. Depois de ficar preso por milhares de anos, ele tem a chance de encontrar sua redenção ao ensinar a duas pessoas p verdadeiro significado do tempo. A ele são indicadas duas pessoas: Sarah Lemmon e Victor Delamonte. Um deles quer que o tempo passe mais rápido e o outro, que o tempo passe mais devagar. Apesar de não vermos, até a metade do livro, uma influência direta de Dhor na história dos dois, nós, de uma forma ou de outra nos identificamos com um deles. 

A narrativa se desenvolve com seções divididas em: Prólogo, O começo, Intervalo, A queda, Terra, Cidade, Desistindo, Véspera de ano-novo, Quietude, Futuro e um breve epílogo. Até a Véspera de ano-novo Dhor não interage diretamente com Sara e Victor. O livro conta as angústias dos dois personagens até tomarem medidas extremas para resolvê-las. Tudo sempre com o tempo como objeto principal.

O livro é uma obra de arte. Não uma literatura densa, mas legível. Não um livro de auto-ajuda, mas uma conversa na calçada com alguém que acredita no futuro. Mitch Albon ganhou meu respeito ao tratar nosso tempo como algo passivo de nossa vontade. Não o contrário.
"- (...) Nesta caverna, não envelhecerás um só instante.


Dhor desviou os olhos, envergonhado.

- Não mereço essa dádiva.

- Não é uma dádiva - retrucou o ancião."


11 comentários:

  1. Oi Lipe, interessante e curioso o livro.
    Fiquei pensando como será essa narrativa da história,acho que autor conseguiu elaborar um livro bem curioso aos meus olhos.
    Quem sabe um dia eu leia.

    Beijinhos, Helana ♥
    In The Sky, Blog / Facebook In The Sky

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  2. Lembrei brevemente do Mito da Caverna. Achei interessantíssima a proposta do livro e acho que deve ser delicioso mergulhar nessa história. Vou dar uma pesquisada nos preços que consigo achá-lo pela internet. Eu gosto muito da dinâmica do tempo em livros de ficção cientifica, nunca vi uma abordagem como a que você citou na resenha. Preciso ler o livro pra saber mais.

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  3. Olá, eu já tinha visto o livro mas nunca o li. Apesar de gostar muito do gênero (inclusive o Dan Brown é um dos meus autores preferidos) esse livro não me chamou atenção. A premissa não me agradou e acho que eu não leria.Acho o título curioso e a capa pode até combinar com a história, mas acho que poderia ser diferente, não essa esteja ruim.

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  4. Olá meu anjo,

    Eu adoro a escrita do autor. Já tenho uma familiaridade com a obra do mesmo e sempre que Mitch se propõe a fazer um livro, ele simplesmente produz uma obra de arte e com certeza que esse livro nos lembra que o Tempo não perdoa ninguém e faz seu trabalho arduamente.

    Beijos!
    poesiaqueencantavida.blogspot.com.br

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  5. Heey Lipe, tudo bem? Acabei de ler um livro desse autor! Antes mesmo de ler (O Primeiro Telefonema do Céu) comprei O Guardião do Tempo, sem nem saber se iria gostar! kkk Bem, eu gostei. Agora quero muuuito ler esse. Gostei da sua resenha, bem objetiva. Espero gostar bastante dessa narrativa também. O tempo sempre dá bastante "pano pra manga".

    Beijos

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  6. Oi Lipe, o livro é diferente de tudo que já li, sai da minha zona de conforto e pelas suas palavras fiquei curiosa. Já tinha visto algumas resenhas dele então já está na minha lista e agora quero mais que todos os outros! Até mais,gostei muito!

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  7. Achei interessante esse tipo de leitura, parece bem diferente e dinâmico. Gostei da proposta, e com certeza vou querer ler. Li sobre ele há muito tempo, já nem lembrava. Valeu pela dica!
    www.apenasumvicio.com

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  8. Oi Lipe...
    Não conhecia esse livro, mas pelo que você disse pude perceber que infelizmente ele não se encaixa muito nos meus gostos, por isso não o leria.
    Mas meus parabens pela sua resenha, muito bem escrita.

    beijos
    Mayara
    Livros & Tal

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  9. Achei bem interessante isso que você disse no final, que o livro trata o tempo como algo passivo da nossa vontade, e não o contrário. 81 capítulos em 240 páginas é um convite para o livro ser devorado em poucas horas mesmo! rs... Pensarmos em como usamos nosso tempo é algo realmente muito importante, saber que o livro traz causa essa reflexão só me dá mais vontade de ler.

    Beijo.

    Ju
    Entre Palcos e Livros

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  10. Oi Lipe, tudo bem
    Adorei quando você falou que o tempo é algo passivo de nossa vontade, achei tão profundo e tão verdadeiro. Existe essa discussão de que a vida corre rápido demais, que não percebemos, que só damos valor quando é tarde demais. Mas tudo está em nossas escolhas, não adiante reclamar, nós somos responsáveis pelo rumo de nossas vidas. Parece ser uma ótima leitura, não vejo a hora de ler. Sua resenha ficou ótima.
    beijinhos.
    cila.
    http://cantinhoparaleitura.blogspot.com.br/

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  11. OI Felipe!
    Eu não conhecia o livro e apesar da sua resenha positiva e da sua nota, acho que não leria o livro, pelo menos por agora...
    Beijos

    LuMartinho | Face

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