24 agosto 2014

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Pra ler no busão: A noite dos desesperados


Título: A noite dos desesperados
Autor: Horace McCoy
Páginas: 121
Ano: 2001 (br)
Edição lida: 1ª edição
Editora: Sá Editora
Sinopse: "O drama de Gloria e Robert, um par enlaçado para um balé incessante em uma competição trágica durante a Grande Depressão americana, ainda permanece como uma metáfora poderosa em nossos dias. A mídia continua a nos oferecer espetáculos nos quais, por vezes, perdemos a dimensão do humano e avançamos até o limite de nossos valores mais essenciais."

Desde a primeira vez que li The Killers, um conto de Ernest Hemingway, encantei-me com a escola minimalista americana da década de trinta. Narração rápida, sem floreios e descrições que levam páginas, com diálogos bem diretos e substanciais representados por aspas. Não há tempo a se perder. Os fatos são apresentados e a falta de detalhes nos permite imaginar aquele mundo do nosso jeito. 

A noite dos desesperados é a versão brasileira do livro They shoot horses, don't they?, de Horace McCoy, escrito em 1935. O livro fala principalmente das competições de dança durante a Grande Depressão e foca a atenção no inocente protagonista Robert Syverten. Ele tem o sonho de ser um ator de Hollywood e vê na competição de dança um meio de ganhar dinheiro e atrair a atenção de diretores ou atores que possam estar assistindo a competição. A competição, no entanto, é de duplas. O par de Robert é a peça-chave do livro e motiva o leitor a chegar até a última página. O nome dela é Glória Beatty.

O relacionamento entre Gloria e Robert evolui enquanto conhecemos o quanto ingênuo robert é e o quanto Gloria representa os ideais perdidos daquela geração. Mais do que uma história que retrata uma época ou uma história sobre o relacionamento conturbados de dois párias, A noite dos desesperados é um livro surpreendente e que nos leva, ainda nos dias de hoje, a repensar o modo como vivemos e temos que viver para sobreviver ou se tornar o que queremos.

O livro já fora adaptado para o cinema em 1969 sob o mesmo título do original e foi dirigido por Sydney Pollack. Em 1983, o livro virou peça de teatro. O livro influenciou bandas e outros autores, entrando para minha lista de must-read.

Fiquem com o trailer do filme de 1969:



14 comentários:

  1. É desse tipo de livro que estou precisando mais na vida.
    Amei a sua resenha, completa, rica e muito bem escrita.
    Preciso ler esse livro, preciso me abrir para coisas novas, preciso de clássicos para adquirir mais senso crítico.
    Obrigado pela dica. Irei procurar.

    Abraço e Boas Leituras,
    Biblioteca do Coração❤

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  2. Oi, tudo bem ?

    Nossa... Sua resenha me conduziu como um verdadeiro parceiro de dança faria. Me interessei bastante pela premissa do livro e quero muito saber mais a respeito, até porque seria uma leitura que me faria sair da minha zona de conforto. Parabéns pela resenha !

    Fernanda Oliveira | Meraki

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  3. Olá meu anjo,

    Livros assim fazem até eu suspirar, porque trazem reflexão e profundidade para nosso cotidiano e nos obrigam a repensar sobre nossas posturas sociais e julgamentos.

    Vou procurar o livro e o filme também!
    Beijocas!
    poesiaqueencantavida.blogspot.com.br

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  4. Olá!

    Eu não conhecia o livro, nem o filme, confesso que não é meu estilo favorito. Mas confesso que sou encantada por livros que nos faz repensar nossa vida e atitudes.


    Beijinhos,
    www.entrechocolatesemusicas.com

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  5. Saudações literárias! Se não fosse seu post eu passaria batido sobre o livro e muito menos o filme. Com sua resenha muito bem escrita vou procurar o livro e também o filme. Vlw pela indicação!

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  6. Olá, eu não conhecia o livro ainda, mas pela sua resenha parece uma leitura bem intrigante e me cativou a ir atrás para ler, logo que eu tiver um tempinho sobrando irei com certeza!

    Beijos

    http://www.oteoremadaleitura.com/

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  7. Olá!

    Não conhecia nem o livro nem o filme, mas achei a premissa bem interessante. Quando eu terminar minha lista, darei uma chance a ele.

    resenhaeoutrascoisas.blogspot.com

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  8. Oi!
    Eu não conhecia esse livro, mas adoro Ernest Hemingway e a escola minimalista americana, adoro poder imaginar os personagens e cenários ao meu modo e por isso tenho certeza que me identificaria muito com esse livro. Aliás, estou precisando muito ler algo assim para sair um pouco do universo dos romances.

    B-jussss!
    http://www.quemlesabeporque.com/

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  9. Olá!
    O livro parece ser bem interessante. Não o conhecia, mas gostei da mensagem que ele passa.
    Adorei a sua resenha.
    Beijinhos!
    http://eraumavezolivro.blogspot.com.br/

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  10. Oii eu não conhecia o livro, apenas o filme...
    Sua resenha está simplesmente demais, não tem mais o que dizer.
    Infelizmente o livro não se encaixa no meu estilo literário, mas você despertou uma vontadezinha de ler, quem sabe?

    bjo

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  11. Olá
    Não conhecia o livro, e fiquei interessada na premissa. Deve ser uma leitura muito boa. Irei adicionar na lista de desejados.

    Beijos
    Lovesbooksandcupcakes.blogspot.com.br

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  12. Oie, tudo bom?
    Sabe aquelas resenhas que deixam o leitor com vontade de saber mais da narrativa? A sua conseguiu fazer isso comigo. Um livro que parece ser bem interessante por levar a um certo tipo de reflexão.
    Beijos,
    http://livrosyviagens.blogspot.com.br/

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  13. Oie, esse livro parece passar uma grande mensagem para o leitor. Apesar de me deixar interessada, por conta da sinopse e resenha, não leria tão cedo assim. Mas irei procurar pelo filme, quem sabe ele me da coragem para conferir o livro.

    Beijos, Olá, esse livro foi um estouro quando lançou, principalmente por conta do marketing que autora fez. Confesso que na época não estava tão interessada assim, mas depois dessa resenha, uau! Como assim, os próprios pais vão fragmentar um filho, isso é demais. Preciso conferir, e espero gostar.

    Beijos, http://miiheomundoliterario.blogspot.com.br/

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  14. Olá

    Raramente leio livros assim, esse eu não conhecia, gostei da premissa, o fato dos diálogos serem com aspas é um diferencial, dica anotada.

    Bjss

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