26 setembro 2015

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[ENTREVISTA] Jorge Castro


Hoje é dia de conhecer um pouquinho mais sobre o Jorge Castro, autor de A Pistoleira.

01. Quando você decidiu se tornar escritor?
Não sei ao certo. Desde pequeno tenho o costume de criar histórias. Antes, com meus bonecos. Depois, desenhando versões horrendas de histórias em quadrinhos – a maioria baseada em Sakura Card Captor -. Hoje, escrevendo meus próprios livros. :D
Acho que sempre gostei de inventar mundos, e descobri uma necessidade insaciável de mostrar estes universos às outras pessoas. Foi questão de tempo até que eu descobrisse o amor pela escrita.

02. Você tem alguma mania na hora de escrever?
Não sei se é exatamente uma mania, mas é MUITO difícil pra mim escrever em papel, longe do computador. A tecnologia facilita muito a minha vida nesse quesito: escrever pelo word é infinitamente mais rápido que em um caderno – além da facilidade em corrigir os erros, sem precisar de borracha ou liquid paper ao lado.


03. Já pensou em escrever um livro onde você seja a protagonista?
A verdade é que todo personagem carrega consigo um pouquinho do escritor. Seja uma mania, um estereótipo, um vício... Ainda que o autor nem sempre perceba, ele está presente em cada parte de suas obras. Cada pequeno detalhe é, na verdade, um pedaço da sua alma. – poético, né? É porque não tô falando em público, ou estaria nervoso e só sairia “éh... Ah...” 

04. Qual a sua dica para quem quer se tornar escritor?
Lute, melhore, ACEITE CRÍTICAS (isso talvez seja o mais importante), estude e leia. Leia muito.
Escrever é bem difícil quando você considera todo o trabalho que isso envolve. Não basta sentar em frente ao computador e esperar. Você precisa desenvolver aberturas para que a história chegue até você.
Vejo meus personagens como pessoas – que talvez vivam em alguma realidade paralela, onde nós somos a estória. Vai saber? -, e preciso que eles confiem em mim antes de me contarem suas aventuras. Preciso que saibam que darei o meu melhor ao passar aqueles relatos para o papel, porque é o mínimo que posso fazer. E POR QUE confiariam em um Jorge que não procura sempre melhorar naquilo que faz? COMO espero receber uma boa história se não estudo, se não leio o suficiente para que isso aconteça?
É por isso que acho críticas tão importantes na carreira de qualquer artista. Quando com fundamentos, aquilo está ali para alertar você. Pra que você possa saber onde precisa melhorar. O primeiro passo para ser um bom autor – não que eu seja, mas espero estar caminhando para tal – é aceitar e compreender os votos negativos. É procurar saber o motivo de não terem gostado, e desenvolver da melhor forma possível aqueles possíveis erros.
Ah, e mais uma coisa: não desista! Não desista por nada! Uma hora, ainda que possa parecer difícil, vai valer a pena. 

05. Tem algum personagem de livro com o qual você se identifica? Se sim, por quê?
Posso citar vários personagens meus, mas vou pegar um de minha leitura atual: Serafine Delay, de Os Mistérios de Warthia.
Já comentei com a Denise o quanto as decisões da garota provocam um efeito amorzinho em mim, porque em 70% das vezes ela faz EXATAMENTE o que eu pensei que faria caso estivesse em seu lugar.
Em Fortaleza do Dragão (volume dois da saga), isso se intensificou bastante. Capítulos passavam e os pensamentos da garota ou estavam próximos ou se assemelhavam dos meus. Admiro a Serafine por vários motivos, mas acho que o principal deles é: ela é boa. Ainda que menosprezada, sempre tenta agir com a voz do coração.
Eu te amo, Seraf <3 comment-3--="" nbsp="">

06. Em sua opinião, quais são os benefícios de se ler um livro?
Criatividade. Existem vários benefícios, é verdade, mas esse é o que mais me agrada.
Você se torna cada vez mais criativo, ao ponto de imaginar mundos próprios e presenteá-los com histórias e raças distintas. Isso é incrível, na minha opinião.

07. A Internet é uma arma vantajosa para os escritores em geral, nela é comum ver parcerias entre blogs e autores. Se algum dia algum autor ou autora lhe convidar para uma possível parceria na criação de uma obra, você aceitaria o convite?
Depende muito, na verdade. Eu gosto de trabalhar em equipe, e inclusive já convidei uma autora aí do mundo pra escrever algo comigo *vou deixar isso aqui como um “fulana, escreve comigo, nunca te pedi nada” pra ver se ela, né...*, mas a verdade é que imagino ser bem difícil compartilhar profissionalmente a escrita com outra pessoa. Vocês precisam se adaptar e chegar ao meio ponto entre a forma como os dois fazem a coisa. Acredito ser algo que funcionaria melhor com um amigo, ou com alguém que você possa compreender e, claro, passar compreensão.

08. Se algum dia você recebesse a proposta de adaptar seu livro em um filme, como você reagiria? Você ia gostar?
Eu ia chorar rios Solimões inteiros enquanto abria exércitos de champanhes pra comemorar. De boas, por favor, gente, que sonho seria/será isso <3 comment-3--="" nbsp="">
Mas sim, eu amaria isso. Conheço algumas pessoas que, mesmo não sendo top no ramo, não possuindo tudo o que é preciso ou os contatos necessários para algo extremamente grande, fariam um trabalho incrível caso estivessem envolvidas. Eu ainda sonho com a Warner, então quem sabe um dia? (Pfvr Warner, me olha)


09. Como autor, qual é seu maior sonho?
Marcar positivamente gerações inteiras. Não quero que minhas obras sejam facilmente esquecidas. Quero que elas percorram a linha do tempo e alcancem o que tiverem de alcançar. Quero que vivam centenas de anos mais que eu viverei, e que continuem correndo pelos planetas, dimensões e multiversos que conseguirmos alcançar no futuro.
Quero uma arte que não morre. 

10. Como é o seu contato com os seus leitores?
Tento me manter o mais próximo possível, porque boa parte deles é meu amigo – e porque eu gosto de surtos sobre os meus livros :v
A verdade é que eu demoro MUITO pra responder, porque sempre esqueço de abrir o chat e digitar a resposta e tô com preguiça só de falar isso ç.ç (desculpa, gente, não é nada pessoal, é o facebook, sei lá)
Mas, quando respondo, faço questão de falar o quanto a pessoa estiver disposta a tal. Na verdade eu sou bem positivamente surtado, então é fácil surtar comigo, porque muito provavelmente vou retribuir o sentimento UAHSAUSHAUSHAS 

11. Quais são os seus próximos planos Literários? Tem algum projeto em andamento que possa revelar?
Meu próximo passo é lançar a segunda edição do Fúria dos Magos – volume um da Trilogia Totem – pela amazon, e o Domínio do Caos (sua continuação) logo em seguida. Estou revisando ambos e tentando torná-los um tanto menos... “Não-do-jeito-que-está-atualmente”.
Aos que já leram o FdM e gostaram, não precisam se preocupar, pois não alterarei absolutamente nada na história. Acontece que minha escrita mudou muito ao longo dos dois últimos anos – graças aos deuses, diga-se de passagem – e acho que posso tornar a obra infinitamente melhor usando todas as técnicas que já aprendi.
Também estou escrevendo um conto spin-off de A Pistoleira, apresentando um dos heróis que aparecerão a partir do segundo livro da saga. Assim como o enredo principal, a história se passará entre Niterói e Rio de Janeiro, contando com demônios, gelo e, bem, adolescentes.

Pense rápido:
* Autor Nacional: Renata Ventura
* Um livro: Os Mistérios de Warthia – Fortaleza do Dragão
* Uma música: Pompeii - Bastille
* Um filme: Marley e Eu
* Uma série: Doctor Who
* Uma frase: “O mundo dá voltas. Faça por onde.”



10 comentários:

  1. Nossa como a literatura nacional não para de lançar novidades!!! Que bom!!!
    Não conhecia o livro nem o autor. Por isso posts como esse são tão importantes.
    Sucesso ao autor e para seu livro.

    LETRAS COM CAFEÍNA

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  2. Oi, tudo bem ?

    Como falaram aqui: a literatura nacional tá com tudo, hein. Sempre passo por algum blog e conheço algum autor nacional cujo livro acabou de ser lançado e SEMPRE me interesso um pouquinho pela obra. É muito bom ver isso acontecendo.

    Parabéns pela entrevista! Ficou bem banaca.

    Fernanda Oliveira | Meraki

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  3. Oi oiii!
    Aiii que fofo, simpático <3
    Ainda não o conhecia, e nem sua obra, mas já me interessei! Apesar de não ter curtido a fonte, eu amei a capa do livro.
    Adorei a forma espontânea que ele respondeu as perguntas (chorando rios Solimões e exércitos de champanhes foi ótimo hahahahaha), mas com certeza me encantei assim que li a resposta do maior sonho como autor, nessa ele me conquistou <3
    Espero muito poder ler o livro em breve, e amei a entrevista!
    Beijos!

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  4. OI, adorei a entrevista *-*
    Não conhecia o autor e achei a entrevista bem legal, o Jorge parece ser uma pessoa bacana :D Adorei a premissa do livro e estou bem curiosa para lê-lo. Já anotei na minha lista.

    Beijos, Gabi
    Reino da Loucura

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  5. Gosto muito de conhecer autores e livros nacionais,muito obrigado por me apresentar mais um. O livro parece interessante,não fosse a minha falência múltipla de cartões,já tava no meu carrinho. Bejo!

    conexaomista.com.br

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  6. Oi Deby, não conhecia nem o autor nem sua obra, mas adorei as respostas e gostei muito do que ele disse sobre ler para se tornar criativo. As dicas para quem quer escrever também foram ótimas, vou seguir esses conselhos e começar a escrever kkkk Bjs

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  7. OI Deby!
    Eu não conhecia o autor, mas vou te dizer que to cansada de ouvir "Escrevo desde pequeno". Parece uma resposta automática de cada autor, gente, ninguém vai criticar você se disser que começou mês passado!!
    Mas, gostei muito do que ele fala sobre críticas, acho que o autor brasileiro acha que é intocável e que nada que escrevem é ruim ou tem partes que não nos agrada, autor brasileiro ERRA SIM!! A capa do livro é muito amor, hein!?
    Beijos

    LuMartinho | Face

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  8. Olá

    A literatura nacional cada vez mais tá vindo com mais autores de diversos gêneros, que escrevem tanto ou mais que os estrangeiros.
    Não conhecia o autor ou a obra, mas fiquei interessada em descobri como é a escrita dele, adorei a entrevista.

    Bjss

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  9. Que boa entrevista! Eu concordo com ele quando ele diz dos personagens, eles sempre carregam um pedaço da gente. Estou precisando ler mais livros nacionais

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  10. Mais um para adicionar nos livros nacionais que eu quero ler, hahaha.

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